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Diretoria de magistrados com filhos especiais realiza primeira reunião


Atualizado em 10/10/2018 14:07:55

Liderada pela presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), juíza Elbia Araújo, a Diretoria de Política Institucional e de Apoio para Magistrados com Filhos Especiais, da AMB, realizou nesta última terça-feira (9) sua primeira reunião, em Brasília (DF). O encontro contou com a participação do presidente da entidade nacional, Jayme de Oliveira; do diretor-adjunto, Ezequiel Turibio (ES), e das integrantes da Diretoria, Israela Pontes (PB) e Adriana Laia (RJ).

A diretora Elbia Araújo explicou que foi definida, em parceria com as associações estaduais, uma atuação em busca de normatizações junto ao CNJ, STF, Receita Federal e Ministério da Educação. “Também levaremos em consideração casos concretos formalizados por colegas”, explica. Ela revelou que o momento é oportuno, em que o assunto começa a ser debatido pela magistratura. “É uma pauta muito positiva e que já deveria ter sido abordada, mas é uma honra que esteja sendo discutida na gestão do presidente Jayme, que mostra uma preocupação muito humanitária em relação a assuntos dessa natureza”, citou.

Durante encontro, ficou definido que a pesquisa para levantamento de magistrados com filhos especiais continuará por tempo indeterminado.

Umas das metas da diretoria é criar uma rede de acolhimento a magistrados com filhos especiais, que enfrentam situações peculiares e necessidades específicas. Também foram sugeridas ideias concretas, como um curso de capacitação (com a ajuda de uma equipe multidisciplinar) a magistrados com processos onde pessoas com necessidades especiais figuram como partes. “A expectativa é de que os olhares se abram para o tema e que a sociedade rompa barreiras e fronteiras, levando a questão a ser tratada com a atenção que merece”, complementa Elbia Araújo.

De acordo com o diretor-adjunto, Ezequiel Turibio, a reunião foi uma oportunidade para se discutir e fixar as formas como a AMB apoiará essa parcela da carreira. “Inicialmente, há a necessidade de uma atuação junto ao CNJ para o estabelecimento de uma política nacional de apoio aos colegas em parceria com os tribunais locais. Haverá um grande avanço, porque os magistrados pais de crianças especiais terão melhores condições de trabalho, mais tranquilidade e conforto, tanto para o exercício de sua função quanto para cuidar dos filhos”.

Participaram da reunião, também, a vice-presidente de Direitos Humanos da AMB, Julianne Marques, e a presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), Jussara Schittler. (Com informações e imagem da AMB)

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