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Evento discutiu igualdade de gênero no Judiciário


Atualizado em 03/11/2019 22:49:22

O Grupo de Participação institucional Feminina do TJBA, com apoio da AMAB, realizou na última sexta-feira (1º) o evento “Com a Palavra, as Mulheres”. No encontro, foi exibido o documentário 'A Juíza', a história de Ruth Bader Ginsburg, juíza americana que usou todas as chances possíveis para promover a igualdade entre os gêneros. Logo em seguida, houve debate.

Presente ao encontro, a presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), juíza Elbia Araújo, afirmou que quando se debate, dentro da própria casa da justiça, a história de uma mulher que se destacou na carreira jurídica, “mostra-se uma evidência importante pelas peculiaridades que são mostradas”.

Para a desembargadora Nágila Brito, presidente da Coordenaria da Mulher do TJBA e supervisora do grupo de trabalho que luta pela igualdade de gênero no Judiciário, o evento é um marco na história. “Ela é um símbolo para todas as mulheres porque buscou a igualdade para todos”, destacou, referindo-se à Juíza Ruth.

Com estreia este ano, o documentário “A Juíza” foi um dos mais vistos nos Estados Unidos, além de ter sido indicado ao Oscar 2019. “A personagem do filme é uma figura extremamente representativa e que dialoga com o ambiente do Judiciário. É uma magistrada responsável por leis e processos importantes no que diz respeito à igualdade de gênero”, explicou Tarsila Alvarindo, Jornalista que mediou o debate promovido após a exibição do filme.

Relatório - Segundo o Relatório “Diagnóstico da participação feminina no Poder Judiciário”, do Conselho Nacional de Justiça, a Bahia está entre os cinco estados brasileiros com maior participação feminina no cargo de desembargadoras (acima de 31%). Ainda de acordo o referido documento, com relação às juízas titulares, a Bahia também está entre as cinco unidades da Federação com maior participação feminina.

De forma geral, é possível notar que o percentual de participação feminina na magistratura nacional ainda é baixa, entretanto, vem aumentando partindo de 24,6%, em 1988, para 38,8% em 2018. Com relação aos servidores e às servidoras, observa-se que as mulheres têm sido a maioria, tanto em representação (56,6%) como na ocupação de funções de confiança e cargos comissionados (56,8%) e cargos de chefia (54,7%) nos últimos 10 anos. (Com informações do TJBA)


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