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1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar realizou evento sobre superação de traumas

A 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar, liderada pela Juíza Andremara dos Santos, realizou na última sexta-feira (12) a live “Violência Doméstica e Ressignificação: mudando o olhar sobre o passado”. O evento foi idealizado pela equipe multidisciplinar da unidade e contou com a participação da desembargadora Nágila Brito, presidente da Coordenadoria da Mulher do Poder Judiciário da Bahia (PJBA),

A Juíza Andremara dos Santos afirmou que o evento buscou conversar e interagir com todos, promovendo a reflexão sobre a importância da superação dos traumas causados pela violência doméstica, com uma perspectiva de olhar para o futuro. A live também celebrou a 17ª Semana da Justiça pela Paz em Casa.  Ela ainda destacou que o objetivo foi também apresentar quem auxilia e trabalha fazendo com que os direitos da mulher aconteçam, evitando ou tornando menor o impacto da violência.

A desembargadora Nágila Brito afirmou que para entender o feminicídio e a violência doméstica devemos procurar respostas na história. “Precisamos buscar informações para que possamos verificar de onde vem esta “pseudo” superioridade do masculino sobre o feminino, resultante de uma construção sócio-cultural perversa”, disse Ela lembrou que há homens que não concordam com esta violência e protegem suas mulheres. “Mas, no imaginário popular ainda existe esta ideia de superioridade, geradora de toda esta violência”, citou.

No debate virtual, a assistente social da 1ª Vara, Cíntia Santos, afirmou que as medidas protetivas têm o objetivo de interromper e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Ela destacou que a equipe multidisciplinar da unidade conta com uma rede de apoio que ampara essas vítimas. “Contamos com a Ronda Maria da Penha, que nos dá subsídio quando acontece o afastamento do lar. Contamos também com a Central de Acolhimento, que disponibiliza abrigo às vítimas”, disse.

A psicóloga Perita Anael Fontoura, que falou sobre os processos traumáticos decorrentes da Violência Doméstica. “Os danos da violência doméstica começam de forma lenta e silenciosa, inicia-se quando o agressor começa a manipular, a humilhar, a querer isolar e até mesmo a ameaçar a vítima”, disse.

O evento virtual também contou com a participação da psicóloga Janaína Araújo, que lançou o e-book “Medidas Protetivas sem Segredos” e trouxe reflexões sobre o termo ressignificação no âmbito da violência contra a mulher. Também participaram as estagiárias de Psicologia da 1ª Vara, Cindy Sara, Alice Oliveira e Carolina Lomi, que falaram sobre as contribuições e benefícios da psicologia na ressignificação, através da atuação da equipe multidisciplinar.