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Juiz Nelson do Amaral se aposenta após 32 anos de magistratura

A história do juiz Nelson Santana do Amaral no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia –TJBA começou há cerca de 32 anos, quando em 1989 entrou para a magistratura, sendo designado para a comarca de Brotas de Macaúbas. Sempre sereno, carismático e com brilho nos olhos de quem ama o que faz, ele anuncia sua aposentadoria, deixando um legado de dedicação e entrega à população.

Nesta segunda (15), dia do seu aniversário, ele celebra a vida e agradece a Deus pela saúde e pela aposentadoria em pleno vigor físico e intelectual. “Colegas assim, engrandecem nossa instituição. Nelson goza do mais alto conceito perante os jurisdicionados e seus pares. Parabéns Nelson e que seus novos projetos lhe proporcionem a felicidade merecida”, afirmou o colega Heitor Awi de Attayde.

Durante os mais de 30 anos de carreira, Nelson Amaral passou pela comarca de Barra e esteve ainda em Oliveira dos Brejinhos e Ibotirama como juiz eleitoral. Atuou em Xique-Xique e Tucano. Foi promovido para a Vara Crime de Euclides da Cunha e logo depois para Alagoinhas, onde assumiu a 1ª Vara Cível, por cerca de sete anos. Em 2003, foi promovido para a capital, assumindo a 2ª Vara da Infância e da Juventude e, em seguida, para 5ª Vara. Nos últimos meses, esteve à frente da 7ª Vara dos Juizados Especiais, quando pediu a aposentadoria voluntária.

Por onde passou, ele diz sempre ter procurado conhecer a realidade das comarcas e dos seus cidadãos. “Sempre atendi a todas as pessoas que buscavam a Justiça. Neste momento, expresso a minha gratidão também a todos os servidores que contribuíram diretamente para que eu pudesse exercer a judicatura com êxito, além de advogados, defensores públicos ou dativos e promotores de Justiça com quem sempre mantive o melhor relacionamento”, afirmou.

Foram 17 anos na área da Infância e da Juventude, e seu conhecimento o fez representante da Bahia, desde 2008, no Fórum Nacional da Justiça Juvenil – FONAJUV, sendo, inclusive, um dos seus criadores. “Realizei dezenas de palestras sobre a justiça juvenil, em diversas instituições, órgãos e eventos na Bahia e em outros estados, sempre levando o nome da justiça da Bahia. Espero poder continuar servindo à causa da justiça juvenil e da sociedade brasileira, contribuindo pelo aperfeiçoamento da justiça juvenil, das instituições democráticas e pelo fortalecimento da magistratura baiana e brasileira”, disse

Ele deixa um recado para os magistrados iniciantes: “Recomendo viver a realidade de sua comarca ou região, ver em cada causa que há um ser humano que busca justiça e o juiz de primeiro grau é a porta inicial. Ser um juiz atuante, dedicado, probo, digno de envergar a toga, consciente de que servir à justiça é servir à sociedade, que está submetido aos olhos de todos, pedindo proteção apenas ao seu guia espiritual. O mestre Miguel Reale, na sua conhecida teoria da tridimensionalidade do direito, nos ensina que o juiz “ não é mero intérprete da norma em abstrato. Mas, ao contrário, ele somente compreende a norma enquanto ela se refere a determinadas conjunturas circunstanciais, em função das quais os valores se realizam”, citou Nelson Amaral.

“Nelson está de parabéns pelo compromisso e competência na distribuição de justiça durante toda a investidura na magistratura. Magistrado sábio, lúcido e preparado. Vai fazer falta aos jurisdicionados. Felicidades nos novos projetos, afirmou o juiz Paulo Sérgio. Já para a juíza Maria Fausta Cajahyba Rocha, Nelson Amaral se aposenta com a certeza de dever cumprido, “com excepcional competência, honestidade e dedicação à magistratura e, sobretudo, aos adolescentes, cujas vidas ajudou a transformar com seu trabalho e sua humanidade”, enfatizou.

Agora, o magistrado aposentado diz que o momento é para aproveitar a vida. Viajar, conhecer novos lugares, continuar firme na vida maçônica e, principalmente, curtir a família e paparicar a única netinha. “Continuarei lendo e adquirindo mais conhecimentos para servir à sociedade. A vida não para! ”, afirmou.