Notícias

Mês da Mulher: AMAB divulga resultado do sorteio para o Curso de Mediação Circular Narrativa

A Presidente da Associação dos Magistrados da Bahia – AMAB, Juíza Nartir Weber, conduziu, nesta quinta-feira (25), o sorteio (Confira os nomes abaixo) das 05 vagas no Curso Internacional de Mediação Circular Narrativa, destinadas às magistradas que participaram do projeto em comemoração ao Mês da Mulher. A capacitação será realizado pela Diálogos Transformativos em parceria com a Escola de Magistrados da Bahia (EMAB) nos dias 29, 30 e 31 de março; 05, 06, 07, 08, 09, 12 e 13/ de abril.

O sorteio foi transmitido virtualmente pela plataforma Zoom e contou com a participação do 1º Vice- Presidente da AMAB, juiz Raimundo Gomes e da Coordenadora de Cursos da EMAB, Juíza Cristiane Menezes.

Os dez primeiros associados, homens e mulheres, que se inscreverem para o Curso terão 50% de desconto. Para o público externo, o investimento será de R$ 950, com desconto de 10% para pagamento antecipado até o dia 22 de março. O valor para alunos da Diálogos Transformativos é de R$800. Já os magistrados associados da AMAB receberão 20% de desconto, e o investimento será de R$ 760.

*Link para inscrição*

https://dialogostransformativos.maestrus.com/home/

Dúvidas ou mais informações

Tel.:  (54) 98122-0569 (Fábio Becker)

 

Confira as magistradas sorteadas e suas frases:

1. Rosana Cristiane Souza Passos Fragoso M. Chaves
A mulher Magistrada busca com sabedoria e equilíbrio vencer os desafios diários da atividade jurisdicional. É símbolo de serenidade e força!

2. Adiane Jaqueline Neves da Silva
Num campo da ciência tão hermético, machista, ser magistrada é, sem dúvidas, um desafio constante. Ainda que o número de juízas venha experimentando crescimento significativo, é essencial que o Judiciário incorpore em suas estratégias perspectivas de gênero, que passem desde a flexibilização dos pronomes de tratamento à qualificação de todos os seus membros e servidores a lidar com situações que envolvam direitos das mulheres.
Ainda há muito pelo que lutar.
À título de exemplo, mesmo estando no campo do servidorismo público, a diferença salarial entre magistrados e magistradas existe e se mostra justamente num momento em que a mulher mais necessita de estabilidade e tranquilidade, que é no gozo da licença maternidade. Durante estes 6 meses, a magistrada pode sofrer uma perda de quase 1/3 dos valores percebidos mensalmente, se considerarmos gratificação eleitoral, substituição, direção de foro. E o que fazemos sobre isso? Nos calamos e aceitamos.
O atual cenário de Pandemia escancarou, ainda, a diferença entre a carga laboral das magistradas em comparação com a dos juízes, as quais se vêem na obrigação de conciliar, no mesmo ambiente familiar, a realização de audiências, o cuidado com alimentação e educação com os filhos, deveres domésticos, entre outros.
É preciso refletir sobre a necessidade de nos assegurar o real direito a igualdade.

3. Rosa Maria da Conceição Correia Oliveira
Sobre a situação da mulher magistrada é a minha experiência pessoal de vida. Por demais gratificante e realizadora, quando se propõe a realizar um trabalho dignificante e de um aprendizado ímpar. Como mulher e magistrada do Nordeste do Brasil crescente é uma vitória e carregamos no nosso caminhar além da realização uma grande responsabilidade no dizer de um direito para as pessoas, onde desvendamos e solucionamos os conflitos gerados por diversos motivos. E ao debruçar, com o fim de transformar lides em restaurações de relacionamentos ou mesmo ao julgá-los levamos paz e nos transformamos também a cada experiência vivida. Assim com Amor, Dedicação, Responsabilidade e Atitude nos levar a crescer como pessoa e profissional, sendo este o combustível para continuar sempre e ser presente na vida de Todos.
Portanto, grata a vida que me deu esta oportunidade de evoluir e ser mulher magistrada.

4. Maria Helena Lordelo de Salles Ribeiro
As mulheres magistradas imprimiram ao Poder Judiciário valores e sentimentos embasados na empatia, solidariedade e compaixão, contribuindo e fortalecendo as práticas mais humanizadas propaladas pelo direito sistêmico, justiça restaurativa, mediação dentre outras sempre na busca da verdadeira pacificação social.

5. Barbara Correia de Araújo Bastos
Na atualidade, o maior desafio da mulher magistrada é conciliar a árdua jornada de trabalho, a gestão cartorária, a diminuição do seu fluxo processual, o cumprimento das metas, a crescente evolução na carreira, com as demais tarefas da mulher moderna: de dona de casa, esposa, mãe, filha, amiga, além de manter-se bonita, cabelo escovado, unhas feitas e magra, características impostas por uma sociedade tirânica. E ainda está sempre se cobrando de si mesma a perfeição em tudo. Ufa! Cansa só em relatar. Nesse cenário, o autoconhecimento e aprimoramento das habilidades socioemocionais, através das técnicas de mediação, de gestão do tempo e de pessoas, impõe-se como uma necessidade essencial para alcançar com equilíbrio os objetivos da vida.