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Vítimas de violência doméstica poderão fazer denúncia na farmácia

Juízes Ana Claudia e Andre Strogenki

 

As vítimas de violência doméstica passaram a contar com uma nova forma de denúncia: na farmácia. As mulheres agredidas poderão procurar qualquer funcionário de uma das unidades conveniadas, que acionará a polícia para atendimento. A ação é resultado da parceria entre a Associações de Magistrados Brasileiros (AMB), associações estaduais de magistrados, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunais de Justiça e redes como Pague Menos, ExtraFarma, Drogasil e Drogaria São Paulo.

De acordo com o presidente em exercício da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), juiz Alberto Raimundo Gomes, a campanha “Sinal vermelho contra a violência doméstica” é uma resposta conjunta de membros do Judiciário ao recente aumento nos registros de violência em meio à pandemia. O objetivo é incentivar denúncias por meio de um símbolo: ao desenhar um “X” na mão e exibi-lo ao farmacêutico ou ao atendente da farmácia, a vítima poderá receber auxílio e acionar as autoridades. A ação permitirá que a ajuda seja feita de maneira silenciosa e discreta, e balconistas e farmacêuticos não serão conduzidos à delegacia e nem, necessariamente, chamados a testemunhar.

De acordo com a desembargadora Nágila Brito, que preside a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), além das grandes redes de farmácias, o Judiciário baiano está estabelecendo contato com as pequenas empresas do setor para também proporcionarem o atendimento. Ainda foi estabelecida parceria com a Federação do Comércio (Fecomércio-Ba).

Em março e abril, o índice de feminicídios no país cresceu 22,2%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Já as chamadas para o número 180 tiveram aumento de 34% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço do governo federal.

Até o momento, mais de 10 mil farmácias em todo o país participam da iniciativa como agentes de comunicação contra a violência doméstica. As empresas interessadas deve assinar digitalmente o termo de adesão da campanha, em formato de foto, e enviar para o e-mail sinalvermelho@amb.com.br.

objetivo é incentivar denúncias por meio de um símbolo: ao desenhar um “X” na mão e exibi-lo ao farmacêutico ou ao atendente da farmácia, a vítima poderá receber auxílio e acionar as autoridades. A ação permitirá que a ajuda seja feita de maneira silenciosa e discreta, e balconistas e farmacêuticos não serão conduzidos à delegacia e nem, necessariamente, chamados a testemunhar.

Segundo a Associação dos Magistrados da Bahia, até o momento, mais de 10 mil farmácias em todo o país participam da iniciativa como agentes de comunicação contra a violência doméstica. As empresas interessadas deve assinar digitalmente o termo de adesão da campanha, em formato de foto, e enviar para o e-mail sinalvermelho@amb.com.br.

Mais informações: www.amb.com.br/sinalvermelho

Juízas Janete Fadul e Andremara Santos