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Desembargador Jorge Barreto promove leilão de cavalos e 100% da arrecadação será em prol das Obras Sociais Irmã Dulce

O desembargador Jorge Barreto, com mais de 42 anos dedicados à criação de cavalos, promove um leilão nacional que une tradição, paixão e solidariedade. A iniciativa marca o encerramento de um ciclo pessoal e profissional fora da magistratura e destina 100% do valor arrecadado à Obras Sociais Irmã Dulce, referência em assistência social e saúde na Bahia e no Brasil.

O Leilão “Haras JBR – Liquidação Total” já está em andamento, ocorre de forma online, com alcance nacional, e segue até o dia 16 de dezembro, quando acontece o encerramento oficial do remate, em local previamente definido. O evento reúne animais da raça Mangalarga Marchador, criados ao longo de décadas com rigor técnico, ética e excelência genética.

Uma relação construída ao longo da vida

A ligação de Jorge Barreto com os cavalos começou ainda na infância. “Acho que aprendi a andar quase ao mesmo tempo que comecei a montar a cavalo”, recorda. A tradição familiar, presente em gerações de fazendeiros — pai, avô, bisavô e outros antepassados — consolidou o cavalo como elemento central na vida no campo, tanto na lida com o gado quanto nos momentos de lazer.

Para o desembargador, o cavalo sempre foi mais do que um animal. “É um ser majestoso, nobre e leal. O homem alcançou grandes conquistas montado a cavalos, como ocorreu com os romanos, com Alexandre, Napoleão, árabes e otomanos”, destaca.

Mesmo durante os anos mais intensos da carreira na magistratura, o convívio com o campo foi essencial para manter o equilíbrio físico e emocional. “Sempre que estava mentalmente cansado, em razão do exercício das funções, ia à fazenda montar a cavalo para espairecer e recarregar as baterias. Isso me fazia retornar à infância e à juventude”, afirma.

Qualidade, rigor e segurança na criação

O Haras JBR sempre se destacou pela excelência, e não pela quantidade. “Um haras não se notabiliza pelo número de animais, mas pela qualidade dos cavalos que cria. Nunca tivemos mais que 40 a 45 indivíduos”, explica.

A criação segue rigorosamente os padrões da raça Mangalarga Marchador, considerada uma das mais criteriosas do país. Todos os animais possuem registro completo com DNA, genealogia rastreada por várias gerações e chip de identificação eletrônica, implantado no lado esquerdo superior do pescoço, garantindo absoluta segurança, precisão e transparência para criadores, compradores e usuários.

Gratidão transformada em doação
O leilão nasce de um sentimento profundo de gratidão e propósito. “É simplesmente a gratidão transformada em doação”, resume o magistrado.

Associado à Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), Jorge Barreto destaca a importância de manter vivo o legado de Santa Dulce dos Pobres, cuja obra assistencial se consolidou como uma das maiores iniciativas sociais já realizadas no Brasil. “As Obras Assistenciais precisam da união de todos nós para que o trabalho iniciado por ela continue e para que as conquistas alcançadas sejam preservadas”, ressalta.

Para o desembargador, a decisão também simboliza o encerramento consciente de um ciclo. “Na vida, tudo tem um tempo. O mais importante é sair das atividades que desempenhamos fazendo o bem e ajudando quem precisa, especialmente aqueles que necessitam de cuidados médicos e assistenciais, os ‘filhinhos’, como ela carinhosamente os chamava.”

Uma mensagem de desapego e esperança
Ao final, Jorge Barreto deixa uma mensagem de reflexão e estímulo à solidariedade: “Que o espírito de doar, ajudar, desapegar e compartilhar continue a se perpetuar. Que muitas e muitas outras doações prosperem”.

O leilão representa mais do que a venda de cavalos: é um legado de humildade, desprendimento e compromisso social, que transforma uma trajetória de vida em benefício coletivo.